janeiro 17, 2011

Final feliz?

Há meses tento exorcizar certos passados, que até então me cutucavam. Algo bem suportável, as lágrimas já não caiam mais por isso; entretanto estes passados se faziam presentes. Não incomodavam, mas não me deixavam esquecer que estavam lá; e, em algum momento, seria preciso reagir a eles, encará-los.

Mas como fazê-lo se as fotos tinham sido apagadas, e os números de telefone e outros meios de comunicação já não existiam mais nos meus contatos?
E a saudade? - você deve estar se perguntando. Estava adormecida. Outras pessoas, outros amores, outros lugares funcionaram como um sedativo pra ela, e como um tranquilizante pra mim. Assim a gente vai levando.
Por intervenção divina, eu acho, alguns amigos em comum e o meu querido twitter, trocamos a informação de que estávamos vivos, e de que aqueles passados estavam à porta, pedindo alguma reação. Até que o celular tocou e o meu maldito coração disparou a milhão, não sei bem a razão. E então tudo aquilo que evitei por meses foi digerido em cinco minutos de uma gostosa conversa de amigos de colégio. Foi mais fácil do que eu esperava.

A gente tenta buscar explicações, motivos para o final infeliz. Mas isso não adianta. O melhor a fazer é tentar, com as nossas próprias ferramentas, consertar este final para que, aos nossos olhos, ele seja um final feliz. E assim aqueles passados possam pertencer mesmo ao pretérito, de preferência ao pretérito perfeito.

janeiro 11, 2011

Dos idiotas.


"Nunca diga te amo se não te interessa. 
Nunca fale sobre sentimentos se estes não existem.

Nunca toque numa vida se não pretende romper um coração.
Nunca olhe nos olhos de alguém se não quiser vê-lo se derramar em lágrimas por causa de ti.

A coisa mais cruel que alguém pode fazer é permitir que alguém se apaixone por você quando você não pretende fazer o mesmo."

De Mário Quintana.

Nota: não costumo postar textos não escritos por mim. Mas, num momento de certa revolta adolescente, encontrei este poema que conseguiu revirar coisas de um passado nada nostálgico. Daí o post.