maio 13, 2011

Não por mérito.

Ter certeza de alguma coisa, qualquer que seja. A gente sempre busca certeza nas coisas. Segurança, ter controle sobre a situação. O louco de tudo isso é quando você consegue chegar ao porto seguro, mas ao sinal de uma onda que começa a surgir no horizonte, as pernas tremem e o coração acelera ansioso por saber o que acontecerá.
Os braços de quem te abraça parecem tão quentes, convidativos; ficaria-se ali por algumas horas, facilmente. Aquelas três palavrinhas mágicas começam a parecer  mágicas mesmo, transmitindo com aparente simplicidade uma ideia de ‘pra sempre’. O sorriso mais lindo, puro, abrindo-se pra você. E a mesma boca que carrega esse sorriso, te dizendo frases melodiosamente doces.

Não sei se o problema é comigo, se é que há um problema; mas custa-me um bocado acreditar que tudo isso está aqui, na minha frente. Um presente. Meu. Pra mim. Tento procurar motivos que justifiquem a dádiva... por merecimento é que não foi. Acho que foi uma forma que Deus encontrou de me melhorar, de me fazer uma pessoa mais feliz, enfim. Está funcionando.

março 07, 2011

Isso de amor...


Que é isso que me faz voar, mas com os pés firmes no chão? Que é isso que me faz fazer planos pra daqui dez anos? Que é isso que me traz paz, segurança, um sorriso constante?
- É você, amizade?
- Sim, mas vai bem além de mim, você sabe.
- Paixão, é você?
- Não, querida. Você já me sentiu e sabe que já era pra eu ter passado.
Bom, ainda me resta uma suspeita. Mas será? Eu que achava que nunca iria acontecer comigo, que isso era coisa de Hollywood...
Mas é real, verdadeiro, pleno, concreto, completo.
Descobri o nome: amor.

janeiro 17, 2011

Final feliz?

Há meses tento exorcizar certos passados, que até então me cutucavam. Algo bem suportável, as lágrimas já não caiam mais por isso; entretanto estes passados se faziam presentes. Não incomodavam, mas não me deixavam esquecer que estavam lá; e, em algum momento, seria preciso reagir a eles, encará-los.

Mas como fazê-lo se as fotos tinham sido apagadas, e os números de telefone e outros meios de comunicação já não existiam mais nos meus contatos?
E a saudade? - você deve estar se perguntando. Estava adormecida. Outras pessoas, outros amores, outros lugares funcionaram como um sedativo pra ela, e como um tranquilizante pra mim. Assim a gente vai levando.
Por intervenção divina, eu acho, alguns amigos em comum e o meu querido twitter, trocamos a informação de que estávamos vivos, e de que aqueles passados estavam à porta, pedindo alguma reação. Até que o celular tocou e o meu maldito coração disparou a milhão, não sei bem a razão. E então tudo aquilo que evitei por meses foi digerido em cinco minutos de uma gostosa conversa de amigos de colégio. Foi mais fácil do que eu esperava.

A gente tenta buscar explicações, motivos para o final infeliz. Mas isso não adianta. O melhor a fazer é tentar, com as nossas próprias ferramentas, consertar este final para que, aos nossos olhos, ele seja um final feliz. E assim aqueles passados possam pertencer mesmo ao pretérito, de preferência ao pretérito perfeito.

janeiro 11, 2011

Dos idiotas.


"Nunca diga te amo se não te interessa. 
Nunca fale sobre sentimentos se estes não existem.

Nunca toque numa vida se não pretende romper um coração.
Nunca olhe nos olhos de alguém se não quiser vê-lo se derramar em lágrimas por causa de ti.

A coisa mais cruel que alguém pode fazer é permitir que alguém se apaixone por você quando você não pretende fazer o mesmo."

De Mário Quintana.

Nota: não costumo postar textos não escritos por mim. Mas, num momento de certa revolta adolescente, encontrei este poema que conseguiu revirar coisas de um passado nada nostálgico. Daí o post.

novembro 16, 2010

Nós seis.

Sempre fui muito saudosista. Claro que acredito que mais importante é o que está por vir, e ainda mais importante é o agora, o aqui. Mas como já diziam, recordar é viver. Adoro rever fotos antigas, guardar bilhetinhos e papel de bombom, ler páginas de diário dos meus 12 anos.
E foi assim que aquilo que rasga um buraco no peito e sem piedade impõe um vazio escuro e sem dimensão me sobreveio: a saudade. Falo de cinco grandes amigas, Débora, Gláucia, Larissa, Letícia e Marina.

Ah, que saudade. Tempos de escola, em que a gente acordava cedinho, de mau-humor. Mas era tão bom. A estilosa Tina (é a Gláucia tá, não perguntem o porquê do apelido) sempre com seu alto-astral; a Dé e seu sarcasmo divertido escondido atrás de uma menina quieta e tímida; a Lez e suas preciosas pérolas (“gente, vou comprar o rímel da Contém 1 Glúten”); a Lari, inteligente e responsável, sempre linda e fofa; a pequena Mari completamente doida e animada; e eu.
Nós seis. Tão unidas. Tão amigas. Mas extremamente imaturas, hahaha. Perdi as contas de quantas briguinhas nós já tivemos. Porém, o que nos unia era tão maior e mais forte, que agora a gente olha pra trás e vê que existe saudade. E (pelo menos pra mim) só se sente saudade do que foi bom. E foi. Só não é mais devido às bifurcações da vida, que nos levaram a rumos distintos. Não importa. A essência de nós seis continua presente, aqui dentro.

Dedico o post a nós seis, que por anos não só estudamos juntas, mas muito mais que isso, rimos, brigamos, saímos, comemos (muito!), choramos, fofocamos, colamos, pagamos micos, dançamos, vivemos.
E não poderia ter sido melhor.

Palavras-chave: Best Friends Forever; Cindy; bilhete comunitário; The O.C.; brigadeiro da Tina; RBD; mosca morta, mosca viva e mosca em coma; ‘to na gorjeta’ (Mari); hormônios; fogueira; news-flash; menininhas; hambúrguer (da cantina de sexta); A.M.M.P.P.; piscina de mil litros; All Star – Smash Mouth; fotos na Renner; guerra de canudinho; Empório; fofocódromo; GEVU; entre outros.